INATIVIDADE FÍSICA: UM AMBIENTE INÓSPITO PARA GENES SAUDÁVEIS!


Estudos epidemiológicos demonstram que a inatividade física aumenta substancialmente a incidência relativa de doença arterial coronariana (45%), infarto agudo do miocárdio (60%), hipertensão arterial (30%), câncer de cólon (41%), câncer de mama (31%), diabetes do tipo II (50%) e osteoporose (59%).


As evidências também indicam que a inatividade física é independentemente associada à mortalidade, obesidade, maior incidência de queda e debilidade física em idosos, dislipidemia, depressão, demência, ansiedade e alterações do humor.


MAS AFINAL, O LEITOR DEVE ESTAR SE PERGUNTANDO, O QUE FAZ DA INATIVIDADE FÍSICA A VILÃ DA SAÚDE ASSIM?

O cenário em que nossos genes foram criados difere muito do atual.


Há 10.000 A.C, a caça, a luta e a fuga se faziam necessárias para a alimentação e a sobrevivência dos nossos antepassados.


Neste cenário inóspito, um fator distinguia o exitoso do fracassado, o alimentado do alimento, o caçador da caça: a capacidade de realizar atividade física.


Dessa forma, por anos a fio, as gerações exitosas no processo evolutivo foram aquelas que carregavam um genoma pautado em elevados níveis de atividade física.


Então, Indivíduos capazes de pouparem maiores estoques de substratos apresentavam vantagem competitiva na “incessante guerra da natureza”, pois em períodos de fome e escassez, os estoques de energia eram mais bem preservados.


A pressão criada pelo ambiente ao longo de milhares de anos, portanto, proporcionou a transmissão de genes rotulados como “poupadores”, capazes de estocar gordura e carboidrato em grandes quantidades.


Estava, assim, constituído o genoma humano - sob forte pressão do ambiente pré-histórico -, que segue praticamente imutável (salvo raras mutações e polimorfismos) até os dias atuais.


O ambiente moderno, contudo, mudou drasticamente.


Com o advento das revoluções industriais e tecnológicas, o alimento tornou-se abundante e a todo o momento disponível.


A atividade física, crucial nos tempos remotos, tornou-se dispensável.


O homem, antes fisicamente ativo e nômade, tornou-se sedentário.


Os substratos energéticos (glicogênio e triglicérides) estocados no músculo esquelético e tecido adiposo, que flutuavam constantemente em função do ciclo “caça/jejum /alimentação/repouso”, tornaram-se estáveis (e em níveis elevados).


Como consequência, condições como síndrome metabólica e obesidade emergiram.


Existem cada vez mais evidências clínicas e experimentais que suportam a teoria de que o descompasso entre o genoma “moldado” há séculos (10.000 A.C) e o ambiente pobre em atividade física experimentado pelo homem moderno (2011 D.C) é a causa das pandemias de doenças crônicas que afligem as sociedades atuais.



Dra. Kécia Amorim

Médica Cardiologista

CRM GO 13874

RQE 10821

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