Diagnóstico de ponte miocárdica afasta Presidente da Câmara de Goiânia



O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patri), deve ficar temporariamente longe das atividades parlamentares da Casa por recomendação médica. O vereador, que também anunciou a desistência da candidatura a deputado federal para cuidar da saúde, recebeu atestado médico de 15 dias após o diagnóstico de uma condição conhecida como 'ponte miocárdica', que sob estímulo do estresse provoca picos na pressão arterial e dores no peito.


A primeira internação de Policarpo, que tem 35 anos, veio no último dia 10 de agosto, após ele sofrer uma alta abrupta de pressão (que chegou a 20 por 11). O parlamentar, na ocasião, foi medicado e chegou a ser submetido a um cateterismo - que constatou a normalidade do funcionamento dos vasos sanguíneos e do coração.


Porém, no dia seguinte, o Hospital Incor São Lucas cancelou a alta de Policarpo e decidiu manter a internação dele para mais exames, uma vez que o vereador voltou a se sentir mal, com relatos de dores no peito.


Ele recebeu alta no dia 12, sexta-feira, mas no primeiro dia de atividades do período eleitoral, no dia 16, Policarpo, que até então concorreria ao cargo de deputado federal, precisou de atendimento médico após novo mal-estar.


O presidente da Câmara foi atendido em casa e recebeu o diagnóstico de ponte miocárdica. O fato fez com que Policarpo recuasse da candidatura para se "dedicar inteiramente à recuperação".


Além disso, o presidente recebeu um atestado de 15 dias e deve permanecer em casa nesse ínterim, cumprindo uma ou outra agenda fora da Câmara. O vice-presidente Clécio Alves (Republicanos) conduzirá as sessões enquanto isso.


Ponte miocárdica


Ao Popular, a médica cardiologista Kécia Amorim explica que a ponte miocárdica, com a qual Romário Policarpo foi diagnosticado, não é uma doença, mas sim uma "alteração congênita" que ocorre quando uma artéria coronária que deveria passar por cima do miocárdio "mergulha no músculo e depois volta."


Conforme Kécia, essa condição é benigna e raramente ocasiona infartos. No entanto, alguns cuidados são necessários.


"O tratamento é feito com medicação para controlar a pressão e a frequência cardíaca, sem cirurgia. Mas são cuidados vigilantes, nos quais a pessoa precisa evitar o estresse, fazer atividades físicas, manter uma alimentação saudável", explica a cardiologista, que destaca que o pico hipertensivo costuma ocorrer quando há situações de pressão e estresse.

Matéria divulgada no O Popular, dia 17/08




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Dra. Kécia Amorim

Médica Cardiologista

CRM GO 13874

RQE 10821






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