AS PARTICULARIDADES DA INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA PELO TESTE DE EXERCÍCIO NA MULHER

Atualizado: 31 de Jul de 2019


Mulheres com doença arterial coronariana (DAC) são mais propensas a ter pior prognóstico que os homens.


As mulheres que têm um infarto agudo do miocárdio têm uma mortalidade maior do que os homens, e as mulheres que apresentam sintomas de angina ou um teste de estresse anormal têm menor probabilidade de serem encaminhadas para testes diagnósticos adicionais.


Um dos fatores que dificulta o reconhecimento precoce da DAC é a manifestação clínica, uma vez que os sintomas no gênero feminino são mais atípicos, podendo aparecer como náusea, dispneia, fadiga, desconforto epigástrico, dor na região dorsal, cervical ou mandibular.


Atualmente, o teste ergométrico é o método mais comumente usado para diagnosticar DAC em mulheres, e o ECG com estresse ergométrico é o estudo inicial não invasivo de escolha no diagnóstico de DAC.


Acredita-se que o teste de esforço em mulheres tenha uma precisão diagnóstica diminuída devido à menor prevalência de DAC em mulheres, mas a maioria dos estudos iniciais que avaliaram o teste de estresse como uma ferramenta diagnóstica foi realizada quase exclusivamente nos homens.


Até recentemente, a representação de mulheres em estudos publicados era pequena demais para determinar diferenças de gênero na precisão dos testes.


A sub-representação das mulheres, assim como o viés na seleção das mulheres quando incluídas, pode ser a razão para os equívocos sobre o valor do teste de esforço nas mulheres.


No entanto, a pesquisa sobre o TE - teste de esforço em mulheres aumentou na última década, melhorando nossa compreensão do valor diagnóstico e prognóstico dessa modalidade em mulheres.


Algumas explicações para a menor acurácia do TE são: baixa amplitude eletrocardiográfica pela presença de mamas volumosas, influência autonômica e hormonal, níveis menores de hemoglobina, tamanho menor das artérias coronárias, maior prevalência de doença coronariana uni arterial, aumento inapropriado de catecolaminas ao esforço e o

estrogênio.


Entender as diferenças específicas do comportamento da DAC na mulher, desde a fisiopatologia, apresentação clínica e procedimentos diagnósticos, é fundamental para a detecção precoce da doença, instituição do tratamento adequado e consequentemente, redução da mortalidade.



Dra. Kécia Amorim

Médica Cardiologista

CRM GO 13874

RQE 10821

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