Colesterol alto na gestação.


Durante a gravidez ocorre substancial aumento na concentração plasmática das lipoproteínas, consequente à elevação de estrogênio e progesterona circulantes. Os triglicerídios aumentam duas a três vezes em relação ao valor pré-gestacional, alcançando o pico no termo da gestação, com retorno progressivo ao basal no final do puerpério. .


Da mesma maneira, ocorre um aumento progressivo dos níveis de colesterol total, que corresponde a duas a cinco vezes os valores anteriores à gestação, com decréscimo um pouco mais lento que os níveis de triglicerídios com normalização, que pode prolongar além das seis semanas após o parto.


Admitia-se que a dislipidemia na gravidez deveria ser considerada fisiológica, tanto é que não faz parte da rotina pré-natal o estudo do perfil lipídico. .


Contudo, recentemente, foram descritas estrias gordurosas em aorta de fetos de mães dislipidêmicas. .


A partir dessas observações, tem sido sugerido que a disfunção cardiometabólica materna pode não somente contribuir para efeitos maternos a longo prazo, mas também causar um risco de aterosclerose em gerações futuras. .


Essas considerações sugerem que o diagnóstico e o tratamento das dislipidemias devem ser realizados antes da concepção e ter uma continuidade durante a gestação e o pós-parto.


Se você está pretendendo engravidar controle suas taxas metabólicas antes da gestação.


Tenha um estilo de vida saudável, aprenda a se alimentar de forma saudável e preventiva, faça exercícios físicos diariamente.


Se você está grávida e tem o colesterol alto, faça o acompanhamento com o seu cardiologista e aprenda a tratar de forma efetiva.



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Dra. Kécia Amorim

Médica Cardiologista

CRM GO 13874

RQE 10821


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